os gregos tinham duas palavras para denominar o tempo. chamavam de chronos esse tempo que passa, o tempo do calendário; e de kairós aquelas coisas que permanecem, que não cabem no que é passageiro. o kairós é quase um estado de graça, não se sabe ao certo quando começa, nem quando termina. é um tempo todo especial, dissociado da cronologia.
às vezes temos a oportunidade de receber em nossas vidas pessoas diferentes. sim, são pessoas como tantas outras, mas fazem a diferença na maneira de ser pessoa. são gente, sabe? e hoje ser gente dá um trabalho danado, não é todo mundo que dá conta. é o mesmo com o tempo: muitos momentos vem e vão sem fazer diferença alguma em nós, alguns até fazem, mas só porque nos marcam negativamente. mas tem aqueles momentos puros que perseveram em nós.
eu falo daquela pessoa que traz à luz a diferença, que entra na nossa vida com o poder de nos acordar com palavras incomuns, que te apresenta um alguém que você não sabia que podia ser. e assim, parece ter o poder de te reinaugurar. ela lança uma luz até àquele lugar nunca antes visitado, mostra que durante todo esse tempo você era dono de uma fazenda enorme e ensolarada, mas insistia em morar no porão. é facil encontrar pessoas que desejam que permaneçamos na escuridão. é mais cômodo, afinal pouco se vê, logo não é preciso muito esforço pra desbravar, nem gastar energia com a subida. mas pode ser que um dia você se dê a chance de ir com aquela que lhe estende a mão iluminando aquilo que era treva.
penso que o amor é pra ser assim, como a descoberta da terra prometida, uma experiência que extrapola o chronos. o tempo do amor é o kairós.
***
palavra tão bonita e tão rara
perseverar:
1. ser constante; permanecer, conservar-se
2. continuar firme em um sentimento
hj caminhando pelos blogs encontrei esse texto... : )
terça-feira, 3 de agosto de 2010
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