terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
último romance.
Existe essa coisa de estar apaixonado. Essa coisa descabida, que você não sabe muito bem o que fazer, tudo é saudade e você só pensa no cheiro do pescoço da pessoa em questão. Rola uma falta de ar natural e proveniente de um coração cheio de coisa boa. Ele não consegue bombear normalmente. Bate mais devagar, mas com uma força que você consegue escutar ele ali, o tempo todo, te lembrando psicoticamente como ele tá full of love. Everything is full of love, na verdade. Música triste por exemplo, você escuta e acha a coisa mais linda e alegre do mundo, ganha outro sentido a miséria alheia.
Os quinze minutos que antecedem a chegada da pessoa, são excruciantes. Dá vontade de tomar uns dois shots de tequila pros músculos relaxarem. Todos eles se contraem e as mãos tremem. É dor. Dói de tão bonito. Você abstrai perfumes, vira super-herói e consegue sentir a essência do cheiro do amor. Os abraços são sempre os mais longos, ainda que rápidos, duram eternidade de segundos.
Você quer escutar todas as histórias, entender o porque de todos os trejeitos, distinguir todos os jestos, conhecer todos os amigos, ler a pessoa pelo olho. Fome vira uma coisa secundária, não se pensa nela. Se quer comer vida, porque quando a gente tá apaixonado, é quando a gente mais vive, mais sonha, é como se todos os seus sentidos desabrochassem de um maneira mágica, e todo o universo sabe, e vê que você tá assim. É aquela máxima dos Los Hermanos de que até quem te vê, lendo o jornal na fila do pão, sabe que você encontrou tudo o que precisava. Vira último romance. Você por mais racional que seja, não consegue pensar em outra pessoa pra te acompanhar pela vida. Fica tudo subentendidamente como eterno.
Sms aleatórios dizendo "eu te amo" fazem muito mais sentido, quando são inesperados. Nunca gostei de falar "eu te amo" quando é óbvio e propício falar. Não precisa. Você só balança a cabeça pros lados e sorri, e a pessoa automaticamente entende que aquilo ali é lindo e que você ama, tá na cara.
O trabalho se mostra mais inspirador, brota uma segurança sobrenatural em você, e todo mundo repara na tua felicidade por conta da tua pele e do teu sorriso, que ganham um viço extraordinário.
Vale aproveitar cada minuto dessa coisa de estar apaixonado. Porque não dura muito. Porque as coisas evoluem pra um companheirismo e cumplicidade que dão gosto de ver, that's life. Acho também, que a gente não aguentaria, viver muito tempo nesse estado tão inebriante e desesperador.
To apaixonada, cara.
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